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INVESTOR´S DAY – FIIB11


E aí investidor 500 pratas, nesse artigo vou relatar, como um diário, todo evento na qual participei, sendo o primeiro evento desta magnitude a nível nacional.

O evento foi no “Perini BusinessPark”, um condomínio logístico/industrial, localizado na cidade de Joinville ao norte do estado de Santa Catarina.


Fonte: o autor

O condomínio é separado em duas partes, uma delas chama-se “Andrômeda”, da qual os sócios/cotistas são três  membros da família do italiano Fabio Perini (dono/criador de todo empreendimento). E a outra parte é o “Industrial Brasil” mais conhecido como FIIB (nome do ticker negociado na bolsa de valores) que possui mais de onze mil sócios/cotistas dentre estes, eu.


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O evento foi organizado pela própria direção junto com a gestora, para quem desconhece, a gestão é da Coinvalores que tem como chefe geral o Sr. Fernando Telles. Este presente no evento, junto de um amigo pessoal e de negócios, o Sr. Sergio Belleza, considerado o “pai” dos Fiis.

A equipe de recepção executou com maestria toda organização do evento, nos conduzindo de forma muito bem organizada e com segurança devida aos imóveis do condomínio.

Primeiras horas...

Na entrada do condomínio concluímos o cadastrado e recebemos um cartão de visita. Logo, uma pessoa da segurança nos conduziu até o centro de tecnologia que tem o nome de Ágora Tech Park, localizado na área Andrômeda, onde estacionamos no subtérreo do prédio nomeado de Hub.
Fonte: o autor

Chegando ao ponto de encontro no centro do prédio, fomos recebidos pela Daiane Manerich, que foi quem conduziu os presentes durante todo trajeto de visitas. Ali começamos um bate papo informal com diversos investidores, diretores, gestores e funcionários do local. Fomos servidos com um ótimo café da manhã.

Nosso bate papo informal começou com a rapaziada do Clubefii (Rodrigo, Tiago e Paulo), trocamos informações sobre a falta de eventos para investidores no Brasil, e que nos últimos anos que começou a ser mais difundido. Logo em seguida fomos apresentados ao Marcelo Hack (diretor do condomínio) e também ao Sr. Sergio Belleza. Ele começou a contar um pouco da história do nascimento do Industrial Brasil, quando seu Fabio Perini fez uma ligação para Sr. Fernando Telles e começou as tratativas para conduzir a venda de 1/3 do condomínio, esse 1/3 em 2009/2010 valia o equivalente à 80 milhões de reais, elaboraram o projeto e a execução das emissões de cotas e a partir daí nasceu o FIIB11.
Na foto: Sr. Sergio Belleza, Leandro Cabral, eu, e outro convidado.

Assim que finalizamos o café da manhã, fomos direcionados ao centro de convenções do prédio Hub, onde foi feito uma apresentação inicial, do porquê e o proposito que o Sr. Fabio Perini quis construir o Park. Um dos porquês, começou com a vinda dele para o Brasil e viu que Joinville tinha um polo industrial muito forte, porem desorganizado. Logo adquiriu hectares de terras e o espaço para começar a construir a sua própria construtora, a Perville, mas logo percebeu que no Brasil não havia nenhum condomínio industrial igual aos que tinham na Europa. E assim começou a construir os galpões para chamar o empresário local a unir forças em um condomínio especializado, facilitando toda logística e industrialização de produtos.

Fonte: Daiane Manerich

Ao decorrer da apresentação, chegamos no atual momento e nas expectativas de crescimento do condomínio, onde foi apresentado a parte nova que está sendo desenvolvida o Ágora Tech Park, dentro da área denominada Andrômeda. Na apresentação eles já começaram citando que o princípio de tudo é fazer um espaço especializado para P&D a nível internacional e ser o maior centro tecnológico das américas, fazendo uma comparação com o vale do silício na Califórnia, EUA.

Apresentaçao do crescimento esperado

Com a instalação da UFSC – Universidade Federa de Santa Catarina, com o campus que tem nove engenharias especificas, dentre elas: engenharia naval, espacial, elétrica, química, produção, robótica, computação e etc. Onde a ideia é conduzir o aluno formado e já deixar ele empregado no próprio centro tecnológico, fazendo com que a sinergia dentre as ideias aconteça.

O principal prédio inaugurado em março foi nomeado como Hub, justamente para conectar essas pessoas com ideais diferentes e que possam unir conhecimento para desenvolver uma pesquisa ou um serviço. O prédio já conta com vários startups instaladas no espaço, dentre elas grandes empresas como a Pollux, de automação industrial e empresarial, Clique Aqui e saiba mais sobre a empresa citada.

A vacância do imóvel está baixa, não recebemos a informação precisa, mas praticamente todo o espaço já tem empresa instalada.

Fonte: o autor - Hub - por dentro

Assim que terminou a apresentação no centro de convenções, fomos conduzidos ao prédio onde está a universidade, UFSC. Chegando na recepção um dos diretores nos informou que o campus era especializado em engenharias e nos levou até o centro técnico de pesquisas. No centro técnico era visível a dedicação dos colaboradores e alunos no processo de desenvolver tecnologias. Estavam fazendo testes com um kart elétrico e em outro setor fazendo testes em canos e tubulações para a Petrobras (investimento em P&D). No final ainda fomos em outro setor, onde foi nos apresentado uma parte do processo químico para fazer celulose.

Fonte: o autor - UFSC

Fonte: o autor - P&D Petrobras


Uma pausa para o Almoço

Chegando próximo das 13 horas, fomos convidados para o almoço na área germânica e no restaurante Suíço. A área germânica lembra um vilarejo no melhor estilo alemão, um bairro dentro do condomínio com biblioteca do Sesi, Sesc, além de agência bancaria no local, como o Sicoob.

Foi reservado a parte superior do restaurante para o grupo de investidores, junto com diretores e gestores. Nesse momento que começou a troca de informações e conhecimento das pessoas, o famoso “network”. Ali, cada um falou um pouco sua visão e conhecimento sobre investimentos e negócios. Bate papo muito bom onde podemos conhecer melhor cada pessoa e absorver conhecimentos diferentes. A comida estava uma delícia.

Startups

Acabando o almoço, fomos redirecionados para o outro lado do condomínio, chegando no galpão onde está se instalado uma das startups com o crescimento exponencial, a Conta Azul. Uma startup que está revolucionando o modo de os empreendedores pensarem em sua situação fiscal. Ela faz literalmente o meio de campo entre o escritório contábil (contador) e o empreendedor, tornando todo processo digital, eliminando guias e etc. O crescimento nos últimos 2 anos foi acima de 100%. Eles já se encontram na fase de venture capital (recebendo um aporte financeiro de investidores anjo). Já passaram pelo processo inicial (seed), agora eles possuem recursos para alavancar o negócio.

O CEO, Sr. Marcos Perillo foi quem nos conduziu pelo galpão, um imóvel com 9.000m2 e eles estão apenas usando 30% da capacidade do espaço. Ainda estão em mudança para o novo local, pois já fizeram uma estatística que devem crescer muito para os próximos anos. Estão com 400 funcionários, todos tem seu computador próprio para desempenhar o processo e o serviço prestado. Os colaboradores são chamados de “Smurfs”.

Assim que fomos apresentados ao espaço físico, ele nos presenteou com uma apresentação da história da empresa e da expectativa futura. Como ele mesmo diz, o negócio tem que ser WoW! E realmente é, completamente inovador em terra tupiniquim.

Eles têm como Benchmarking empresas do exterior, principalmente dos Estados Unidos, da Holanda e da Nova Zelândia. Empresas que já estão consolidadas no mercado e já são consideradas startups de sucesso continuo, cresceram muito e conseguem ter receitas na casa dos bilhões de dólares. Conceito completamente inovador.

Com a universidade e o Hub próximos não será difícil para que a empresa consiga mais colaboradores. Sinergia do Ágora Tech Park vai ser sem sombra de dúvidas muito útil nesse quesito.

Industrial Brasil

Começamos nosso passeio na área denominada Industrial Brasil (FIIB11) pelo imóvel onde está instalada a empresa Siemens Healthnare. Neste galpão industrial, eles terminam o processo de construção de maquinas de diagnóstico de imagens, famosa ressonância magnética, e outros produtos similares como maquinas de raio-x.  A empresa importa a parte bruta das maquinas e faz todo processo minucioso de instalação de equipamentos.  Cada máquina é vendida entre 1,5 milhões e 6 milhões de reais, dependendo dos componentes instalados.

A empresa se diz satisfeita com os resultados financeiros obtidos e também com o condomínio. Estão presente há mais de 7 anos no local e não pensam em sair.

Próxima parada, Wetzel.

Wetzel é uma empresa de 87 anos de existência e um dos maiores inquilinos do condomínio, ocupa cerca de 25% do espaço físico.

A empresa é de capital aberto e listada em bolsa, nos últimos anos entrou em recuperação judicial, devido à crise que o país passou entre 2014 e 2017.

Fonte: o autor - Wetzel

Ao chegarmos na empresa, fomos recebidos pelo presidente atual. Sr. Wetzel, 3ª geração da família, e também pela Sra. Fernanda que nos conduziu durante a visita na área industrial. Começamos a visita passando por um mini museu falando sobre a história da empresa e alguns dos produtos industrializados lá. Fomos também para uma sala de reuniões onde foi apresentado o que exatamente a empresa faz e um pouco mais da sua história.

Assim que acabou a apresentação, fomos visitar a planta industrial. Recebemos EPI´s (óculos e protetores auriculares). Primeiro fomos aos fornos ver o processo que transforma o alumínio bruto, ou a liga de silício, em lavas para poder moldar o aço e assim ir para outra máquina que joga para a caldeira e vira uma peça bruta moldada. Depois vai para a mão de um funcionário que faz um trabalho de pincelar e tirar os objetos que ficam em excesso, deixando a peça completamente moldada, para logo em seguida ir para o estoque. É um processo lento, mas bem eficiente.

Antes da crise, a empresa tinha aproximadamente 2 mil funcionários e durante a crise chegou a menos de 800. No momento atual, com acordos e recuperação em andamento, já começou a admitir e está com um quadro de 1100 pessoas. A demanda vem crescendo em ritmo lento, mas eles dizem que as expectativas são boas. Fizeram um acordo com o condomínio na qual estão honrando seu contrato sem atrasos, que por sinal haverá um reajuste no final do mês de julho.

Fonte: fundamentus

Para quem desconhece, a Wetzel é uma empresa de capital aberto, sob o codigo MWET4.

Fonte: Google


Contraste dos setores

Interessante perceber que um lado do condomínio está com expectativas muito alta e o outro está com baixa expectativas. Isso é notório só no comportamento dos representantes de cada empresa e no local de trabalho.

O lado do Andrômeda, com a empresa Conta Azul, a universidade e também o prédio Hub, as pessoas estão bem eufóricas e muito despojadas em um ambiente que tem muita expectativa de crescimento. Até mesmo o próprio condomínio já faz com que isso aconteça.

Pelo outro lado o Industrial Brasil, com empresas de industrialização e logística, o ambiente já é mais sereno e cuidadoso com o que dizem porque precisam de um reaquecimento econômico no país. As empresas estão trabalhando com fluxo de caixa entre positivo e negativo sem manter um crescimento médio.

No mesmo condomínio, de um lado sentimos nitidamente um ambiente wow! E do outro um ambiente ok.

Futuro

Pensando num futuro nem tão distante, talvez entre uns 3 a 6 anos, é notável que as pessoas que estão dirigindo e administrando o condomínio estão bem otimistas.

Com o desenvolvimento e expansão da área Andrômeda, e como cada vez mais empresas, como: Petrobras, Embraer, Weg, Vale, Klabin estão disponibilizando mais recursos de suas receitas para P&D, o crescimento deste local e a valorização do metro quadrado é inevitável. Empresas de grande porte tendem a demandar mais serviços de pesquisa e tecnologia e com isso o projeto do Ágora Tech é transformar essa demanda em nota fiscal.

Acredito que com um país crescendo e o setor privado expandindo negócios, a retomada do ciclo econômico é questão de tempo e se isso de fato acontecer a valorização de um local com a magnitude deste empreendimento que está bem posicionado estrategicamente com portos, aeroportos, estradas e ferrovias ao seu redor irá ser muito relevante.

O que vi com meus próprios olhos é algo muito maior do que imaginava, eles estão enxergando além do tempo e isso só motiva em saber que estou investindo em algo promissor e que atualmente está bem inserido no mercado. A vacância do FIIB hoje está na casa dos 3,35%, para o tamanho do empreendimento, é praticamente nada.

Portanto concluo que minha passagem pelo evento e pela cidade foi uma experiência de sucesso. Um custo de oportunidade baixíssimo pelo tamanho do conhecimento obtido.

Foto: Daiane Manerich


Quem tiver a oportunidade de ir em eventos como este, não pense duas vezes, vá.

"No mundo dos negócios todos são pagos em duas moedas: dinheiro e experiência. Agarre a experiência primeiro, o dinheiro virá depois."- Harold Geneen


Saimon_Rijo


CONSIDERAÇOES FINAIS:

O canal 500 pratas fez um vídeo sobre o evento, quem não viu, veja, pois assim vai entender o que realmente é o FIIB11. O vídeo contem muitos insights interessantes.




RECOMENDAÇÕES:
(acesse link na própria descrição)




 (casa de analise com profissionais do mercado.)



Contato:



TELEGRAM: @saimonrijo

EMAIL: 500pratas@gmail.com

Comentários

  1. Muito interessante, excelente para o país, empresas e investidores. Já penso em aumentar minha posição no fundo.

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